SEEBPPMS - Sindicato dos Bancários de Ponta Porã e Região

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22 de Julho de 2025

Todas as bases sindicais da Fetec fazem manifestações por reajuste zero no Saúde Caixa

Todas as bases sindicais da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN) participaram nesta terça-feira 22 do Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa, para reivindicar reajuste zero nas mensalidades do plano de saúde das empregadas e empregados do banco. A melhoria da rede credenciada, a continuidade das contribuições da Caixa após a aposentadoria para os contratados depois de 2018, e a manutenção dos princípios da solidariedade, pacto intergeracional e mutualismo são outras reivindicações dos trabalhadores. Veja as fotos no final do texto.

Sindicatos e federações de bancários de todo o país também realizaram manifestações em agências e unidades administrativas da Caixa Econômica Federal.

>>>>>Veja aqui galeria de fotos das manifestações em todo o país.

“Os custos das mensalidades estão sufocando as empregadas e empregados! Não suportamos mais reajustes nos valores que os empregados têm que pagar”, disse o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco.

Em 2024, 45,4% das despesas do plano de saúde foram pagos pelos trabalhadores. O percentual pago pela Caixa (54,6%) está muito abaixo dos 70% definidos no Acordo Coletivo específico do plano, que é também o percentual permitido pela resolução 52 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR).

Isso acontece porque o valor que o banco gasta com a saúde de seus empregados alcança os 6,5% da folha salarial, limite imposto pelo próprio banco em seu Estatuto Social.

Como a inflação dos custos médicos sobe mais do que os salários do pessoal da Caixa, se o banco não acabar com esse limite de gastos com a saúde de seus empregados, o percentual a ser pago pelos trabalhadores tende a aumentar ainda mais.

“Para muitos empregados e empregadas, tanto da ativa quanto aposentados, reajustes podem inviabilizar a manutenção do plano. Por isso, pedimos reajuste zero nas mensalidades. E somente é possível não haver aumentos dos valores se o banco excluir o teto de gastos com a saúde de seus empregados, que a própria Caixa incluiu em seu Estatuto Social”, explicou a empregada da Caixa e diretora da Contraf-CUT, Eliana Brasil.

Negociações

A vigência do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do Saúde Caixa se encerra no final de 2025. As negociações para o estabelecimento de um novo acordo já começaram.

A principal reivindicação dos trabalhadores é a manutenção do modelo de custeio 70/30, que estabelece que a Caixa se responsabiliza pelo pagamento de 70% dos custos do plano e os empregados com 30%. Sem o teto de gastos da Caixa, hoje definido em 6,5% da folha salarial do quadro de trabalho da Caixa. A próxima reunião de negociação está marcada para o dia 14 de agosto.

Fonte: Contraf-CUT, com informações da Fetec-CUT/CN

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