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8 de Maio de 2026

Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa

“Rompendo o silêncio: informação que proteger” foi o tema escolhido para a 14ª edição da Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres Brasil que reuniu, neste ano, cerca de 150 bancárias em bancários, entre os dias 5 e 6 de maio, na Colônia de Férias dos Comerciários, na Praia Grande, litoral paulista.

O evento abordou desde os impactos da pejotização e flexibilização das condições de trabalho sobre a desigualdade de gênero, passando pelos desafios da participação das mulheres na política, até atividades básicas de autodefesa e uma simulação de uma audiência jurífica, relacionada um caso trabalhista.

"A desigualdade de gênero se manifesta em diversas esferas da sociedade: nas relações parentais, no mercado de trabalho, na política e nas ruas. Por isso foi tão importante essa oportunidade que tivemos, de participar desta oficina, onde além do aprendizado com palestrantes, trocamos experiência entre sindicatos e entidades para superarmos as desigualdades no mercado de trabalho e ampliar a participação das mulheres na política", destacou a vice-presidenta do Comitê de Mulheres UNI Américas e secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes.

No primeiro dia de atividades, o grupo contou com palestras dos técnicos do Dieese Fabiana Campelo e Fernando Lima, sobre a precarização do mercado de trabalho (especificamente pejotização e flexibilização de contratos), da economista e presidenta do Centro de Direitos Humanos da Baixada Santista Irmã Maria Dolores, Analisa Silva, e da também economista e doutora em Desenvolvimento Econômico e Social pela IE-UNICAMP, Marilane Teixeira, que abordaram a participação das mulheres na política e as ações do governo de combate ao feminicídio e superação das desigualdades de gênero.

Aulas de autodefesa

As participantes também receberam, no primeiro dia, aulas práticas de autodefesa feminina com o Grupo Empodere-se. No segundo dia, foi a vez do instrutor e também presidente do Sindicato dos Comerciários de Osasco-SP, Luciano Pereira Leite, ensinar outras técnicas de defesa pessoal e reação em situações de risco.

"As técnicas que tivemos a oportunidade de aprender estão dentro de um debate maior, de enfrentamento ao crescimento da violência contra as mulheres: um cenário que nos obriga a pensar além da implementação de políticas públicas, jurídicas e de ações de conscientização dos homens e meninos", observou a dirigente recém liberada de Alagoas, Ramonna Mickaelly, reforçando a importância de que “as mulheres estejam sempre preparadas para se defenderem de ataques e assédios em locais públicos, como ônibus, metrôs, trabalho e, até, infelizmente, dentro das próprias relações parentais e conjugais, onde ainda enfrentamos a dura realidade do feminicídio", arrematou.

Simulação de processo trabalhista

Outro destaque da 14ª Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres Brasil foi a simulação de um processo trabalhista, com participação depúblico, vítima, agressor, defesa e acusação.

A proposta se dividiu em duas partes. A primeira encenou uma contratação, onde a empresa cometia vários assédios morais contra uma mulher na entrevista de emprego, usando entre as alegações que ela seria mais suscetível a faltar para cuidar do filho doente ou ir às reuniões escolares.

O exercício prosseguiu mostrando as dificuldades de as mulheres identificarem o início das violências sofridas nos locais de trabalho. Por fim, foi realizado um processo trabalhista hipotético da funcionária contra a empresa acusada de práticas de assédio.

“Esse exercício foi fundamental para demonstrar as dificuldades das mulheres na Justiça para comprovar as violências sofridas no ambiente laboral, quando vítimas de assédio moral e tantas outras violências que nos assolam ainda no mercado de trabalho, como a desigualdade salarial entre homens e mulheres, desigualdades de oportunidades, de acesso e ascensão”, pontuou a integrante do Comitê Mundial da UNI Mulheres e dirigente do SEEB-SP, Karen Cristina de Souza.

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