SEEBPPMS - Sindicato dos Bancários de Ponta Porã e Região

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14 de Julho de 2025

Movimento sindical dá boas-vindas a formandas de curso ligado ao projeto "Mais mulheres na TI"

Mais mulheres na TI

Em 2024, durante a Campanha Nacional Unificada para a renovação da CCT, o Comando Nacional dos Bancários conquistou, dos bancos, o compromisso de investirem em bolsas de estudos voltadas para mulheres na TI.

Com isso, foram criadas as cláusulas 100 e 101, na CCT, para a concessão de 3.000 bolsas de estudos de formação de mulheres em programação, na escola PrograMaria, e outras 100 bolsas de formação avançada para mulheres em tecnologia, na escola Laboratória.

Ainda durante a cerimônia da recente formatura, Fernanda Lopes ressaltou dados que mostram a diversidade atingida na turma de 475 mulheres que receberam o diploma na PrograMaria:

  • 67% das alunas formadas são mulheres pretas e pardas;
  • 33% fazem parte da comunidade LGBTQIAPN+;
  • 9,4% são pessoas trans;
  • 29% são mães ou responsáveis;
  • 40% vivem em zonas periféricas; e
  • 14,5% são pessoas com deficiência.

Em termos geográficos:

  • 25% das alunas vieram dos Estados do Nordeste;
  • 5% da região Norte;
  • 5% do Centro-Oeste;
  • 7,5% do Sul; e
  • 57,5% do Sudeste.


Por que mais mulheres na TI: cenário do setor


Ao longo da Campanha Nacional dos Bancários e Bancárias de 2024, o movimento sindical identificou a queda na contratação de mulheres no setor, enquanto há um fenômeno de aumento de contratação nos bancos nas áreas de TI.

“A ampliação das áreas de TI no setor financeiro é um caminho que está atrelado ao momento histórico que estamos vivenciando, de uma renovação dos setores industriais e de serviço diante da nova onda tecnológica. Ao mesmo tempo, as mulheres sempre tiveram baixa representatividade nos setores de tecnologia, por fatores estruturais e machistas e que fizeram com que, hoje, a tecnologia seja dominada por homens. Diante desse quadro, nós reivindicamos que os bancos invistam na formação de mulheres", explica Fernanda Lopes.

A dirigente completa que a ampla concorrência pelos cursos, assim que foram anunciadas as bolsas de estudos, revelou que existe uma demanda clara de mulheres que se interessam pela área, mas que não tiveram, antes, oportunidade ou espaço acolhedor para seguirem seus sonhos.

Uma pesquisa divulgada pela Brasscom, com dados de 2023, apontou que as mulheres ocupam 39% dos empregos no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Já o levantamento, realizado pelo Serasa Experian, de março de 2024, e que fez um recorte apenas para a área de Tecnologia da Informação (TI), revelou que a representação feminina neste setor é de apenas 0,07% - correspondendo a 69,8 mil profissionais do país.

No setor bancário, um estudo do Dieese aponta que, em 2012, a proporção de profissionais de TI nos bancos privados era de 5,1% do total de trabalhadores bancários. Em 2023, essa participação saltou para 12,0%. No entanto, a proporção de mulheres nas ocupações de TI apresentou queda no mesmo período, passando de 31,9% em 2012 para 25,2% em 2023, o que significa que para cada quatro trabalhadores de TI, apenas um é mulher.

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