SEEBPPMS - Sindicato dos Bancários de Ponta Porã e Região

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29 de Julho de 2025

Fetec participa de audiência pública na Câmara de Belo Horizonte para denunciar Santander

A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN) participou nesta terça-feira 29 de audiência pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte para denunciar as práticas abusivas adotadas pelo Santander, como o fechamento indiscriminado de agências e as terceirizações fraudulentas que retiram direitos dos trabalhadores. A Fetec esteve presente com o presidente Rodrigo Britto e com Eliza Espíndola, representante da Federação na Comissão de Empresa (COE) dos funcionários do Santander.

A audiência foi realizada após pedido do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte junto ao mandato do vereador Pedro Patrus (PT), na Comissão de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor, presidida pela vereadora Juhlia Santos, que também participou da audiência.

O presidente do Sindicato mineiro, Ramon Peres, criticou a postura do Santander no Brasil e a prática fraudulenta de transferir funcionários para outras empresas, retirando deles a proteção da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Além disso, o banco tem fechado dezenas de agências e deixado a população sem opção de atendimento presencial, além de sobrecarregar funcionárias e funcionários.

Rodrigo Britto denunciou que o Santander pratica fraude trabalhista, fraude fiscal e fraude aos direitos dos consumidores. “A fraude existe não apenas porque viola a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários, negando o direito que aquele trabalhador deveria ter. Temos ainda a supressão fraudulenta de agências, que cabe no Artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor, porque o banco não garante o atendimento com qualidade presencial, não garante o acesso do cliente e do usuário ao atendimento do Santander”, disse o presidente da Fetec-CUT/CN.

Além disso, segundo Rodrigo Britto, com a pejotização e a terceirização fraudulenta o Santander pratica uma “ilicitude fiscal, uma fraude na tributação, porque deixa de arrecadar para o Estado, não apenas pelo lado da desoneração fiscal, mas também por deixar de arrecadar de maneira correta para a Previdência Social e para o FGTS. Esse é o banco que veio da Espanha para enriquecer através de fraudes em nosso país”. Veja abaixo o vídeo com a fala de Rodrigo na audiência.

'Santander, respeite o Brasil e os brasileiros'

Eliza Espíndola, representante da Fetec na COE Santander, denunciou que o banco “está fechando agências porque os trabalhadores viraram PJ e se transformaram em agências ambulantes. O Santander transferiu toda a responsabilidade para o trabalhador. O colega que está na rua corre riscos porque a segurança é dele, o deslocamento é dele, está sem condições de trabalho. E os nossos dados como clientes também estão correndo riscos porque as nossas contas, os nossos dados, os nossos acessos com pessoas pejotizadas e precarizadas de forma fraudulenta, sem responsabilidade do banco. Então, coloca toda a sociedade em risco. Os trabalhadores, o Estado e a segurança dos clientes. Santander, respeite o Brasil e os brasileiros. Não somos uma colônia”.

Assista abaixo a intervenção de Eliza na audiência na Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte.

Também participaram da audiência a diretora do Sindicato de BH Paula Moreira, que integra a COE do Santander, a coordenadora da COE Wanessa Queiroz, o presidente da CUT Minas, Jairo Nogueira, o presidente do Sindicato dos Bancários de Patos de Minas, César Rodrigues, e o superintendente regional do Ministério do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Calazans.

Fonte: Fetec-CUT/CN, com informações do Seeb de Belo Horizonte

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