
Fetec participa de audiência na Câmara para discutir cortes no plano de saúde dos aposentados do Itaú

A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Empresas Públicas do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN) participou nesta terça-feira, 19 de agosto, por intermédio do presidente Rodrigo Britto, da audiência pública realizada na Câmara dos Deputados para discutir o “Plano de Saúde dos aposentados do Banco Itaú Unibanco”. O maior banco privado brasileiro, que teve lucro líquido de R$ 22,6 bilhões no primeiro semestre, retirou inúmeros direitos e aumentou o valor do convênio médico para cerca de 25 mil funcionários da instituição que estão aposentados.
A audiência foi em sessão mista das comissões de Defesa do Consumidor e de Legislação Participativa, convocada pela deputada federal Erika Kokay (PT-D) e pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA).
Com o fim do período de manutenção da contribuição patronal ao plano de saúde, antes garantido pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários, os aposentados do Itaú foram obrigados a migrar para planos individuais, com custo integral e sem qualquer subsídio da empresa.
O valor do novo plano chega a R$ 1.929 por pessoa – podendo ultrapassar R$ 4 mil no caso de um casal –, o que tornou o convênio inviável para muitos aposentados. Desde então, eles vêm se mobilizando para que o Itaú volte a garantir o plano de saúde com as mesmas garantias que eles tinham durante o período laboral.
Ganância dos bancos leva ao adoecimento dos trabalhadores
Rodrigo Britto denunciou a “ganância dos bancos por lucros cada vez maiores”, com aumento das metas abusivas e assédio moral, o que tem levado a “um processo de adoecimento muito grande da categoria, hoje principalmente por doenças psicossomáticas”.
O presidente da Fetec continuou: “É o que a gente vê quando o Itaú deixa de cumprir o compromisso que tinha acordado em convenção coletiva com seus funcionários e funcionárias, fazendo com que muitos deixem de ter a assistência necessária, muitas vezes para cuidar de problemas de saúde que foram causados dentro do local de trabalho. E aí temos de cobrar do Itaú: cadê a sua responsabilidade social. Itaú, cadê o compromisso com seus trabalhadores aposentados, que fizeram com que esse conglomerado se transformasse no maior do sistema financeiro privado”.
Também participaram como expositores na audiência pública, dentre outros, a deputada federal Enfermeira Rejane (PCdoB/RJ), o deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT/SP, que é funcionário do Itaú), o secretário Nacional do Consumidor (Senacon) Wadih Damous, o presidente da Associação dos Aposentados do Banco Itaú Antônio Eduardo Dias Teixeira, o presidente do Sindicato de Brasília Eduardo Araújo, a presidenta da Contraf-CUT Juvandia Moreira, a diretora da Anapar Caroline Heider e a ex-diretora do Seeb Brasília Louraci Morais dos Santos, aposentada do Itaú.
Convidados, nem o Banco Itaú nem o presidente da Fundação Saúde Itaú compareceram à audiência.
Fonte: Fetec-CUT/CN