SEEBPPMS - Sindicato dos Bancários de Ponta Porã e Região

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22 de Agosto de 2025

Congresso do BB aprova plano de lutas em defesa do banco público, da Previ e da Cassi

O 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (35º CNFBB), realizado em São Paulo nesta sexta-feira 22 de agosto, após discutir os principais problemas dos trabalhadores da empresa, aprovou um plano de lutas que abrange desde melhoria das condições de trabalho, fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os trabalhadores, e campanha pelo fortalecimento do papel público do BB, passando pela defesa da governança da Previ e da busca de uma solução para a sustentabilidade da Cassi, com isonomia de direitos para todo o funcionalismo.

“Então, vamos ter muita luta pela frente”, sintetiza Rodrigo Britto, presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), que é funcionário do BB.

Rodrigo esclarece que os delegados e delegadas de todo o país presentes ao 35º Congresso fizeram “um debate importante sobre a estratégia corporativa do Banco do Brasil, o que faz com que principalmente os funcionários da ponta da rede de atendimento, da rede de varejo, sofram tanto no dia a dia, adoecendo de uma maneira muito agressiva, principalmente de causa e uma equipe que comanda o Varejo, que não demonstra compromisso com quem está na ponta”.

“É preciso rever a forma como o BB está funcionando, o papel do banco, a estratégia corporativa que afeta o acordo de trabalho com os funcionários. E fazer com que o Banco do Brasil volte a ser um patrimônio do povo brasileiro e atue de fato como um banco público a serviço do desenvolvimento, e não atendendo aos interesses da ganância do capital privado”, conclui o presidente da Fetec-CUT/CN. Confira a análise de Rodrigo no vídeo abaixo.

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), Fernanda Lopes também vai na mesma direção: "Foi um dia muito importante, no qual abordamos temas fundamentais, como a questão da Soberania Nacional, na aula realizada pelo convidado Jessé Souza (sociólogo e professor). Também tivemos, da economista do Dieese Rosângela Vieira, uma avaliação sobre a importância do BB para o desenvolvimento do país. Na parte da tarde, nos debruçamos sobre as questões pertinentes à Previ e à Cassi. E concluímos o evento com a aprovação de pontos de lutas, relacionados à defesa do Banco do Brasil como banco público, voltado ao desenvolvimento do país, e à sustentabilidade e perenidade da Cassi e da Previ".

O plano de lutas do funcionalismo do BB

1 - Defesa da função pública do Banco do Brasil, essencialmente quanto ao desenvolvimento econômico e social, da agroecologia e da agricultura familiar;

2 - Expansão do Pronaf, volta do DRS (Desenvolvimento Regional Sustentável) e maior apoio à agricultura familiar;

3 - Abertura de agências em municípios desbancarizados;

4 - Novo concurso (cumprindo efetivamente a cota de PCDs);

5 - Fim das terceirizações;

6 - Distribuição de dividendos em proporção que garanta investimentos no setor produtivo, assegurando o desenvolvimento econômico e social do Brasil;

7 - Revisão dos processos de financiamento ao agro, aprofundando o cuidado para garantir a produção sustentável tanto com viés ambiental, como o retorno para a garantia de alimentos para o Brasil;

8 - Ampliação do atendimento à população nas agências com maior movimento em regiões carentes e/ou periféricas;

9 - Ampliação de postos de trabalho, garantindo o atendimento de caixa e preenchimento de claros;

10 - Que o banco se responsabilize para que efetivamente não aconteça desvios éticos para cumprimento de metas;

11 - Fim do assédio moral e metas abusivas.

12 - Previdência: defesa da governança da PREVI e do modelo de gestão paritária pelos funcionários do banco; o papel dos órgãos controladores/reguladores. Planos e aspectos dos perfis de investimentos;

13 - Os funcionários do Banco do Brasil devem seguir na defesa intransigente da Previ, cujo modelo de governança prevê a gestão compartilhada entre a empresa patrocinadora, por sua indicação com a representação dos funcionários, por meio democrático de eleição participativa, o que garante a permanência da robustez da sua governança impedindo interferência externas, seja do mercado ou de governos, com respeito inequívoco aos órgãos controladores e reguladores competentes;

14 - A Previ deve ser para todos, com tratamento isonômico aos egressos de bancos incorporados, com direito à adesão ao plano PREVI Futuro e seus benefícios;

15 - Saúde: modelo de custeio e sustentabilidade do plano de associados da Cassi; Adoecimento e saúde mental;

16 - Os funcionários do Banco do Brasil devem seguir na defesa intransigente da Cassi, objetivando o fortalecimento da caixa de assistência, em modelo de autogestão e patrocínio do empregador;

17 - A forma de custeio não pode se basear tão somente na folha de pagamento, sendo necessária a busca de outras fontes de receitas oriundas do patrocinador. Com as premissas de aumento da contribuição patronal para 70% (setenta por cento), sem aumento na contribuição do associado;

18 - A Cassi é para todos e deve ser garantida a isonomia de tratamento para os egressos dos bancos incorporados e funcionários que ingressaram no Banco após a reforma estatutária de 2018;

19 - É de fundamental importância que o banco informe precisamente os dados do EPS (exame periódico de saúde) e do adoecimento profissional;

20 - Necessário incluir a cirurgia de afirmação de gênero/redesignação sexual no rol de procedimentos da Cassi, custeadas pelo banco, com apoio das instituições no acolhimento de pessoas trans;

21 - Fortalecer e ampliar as CliniCassi e a rede credenciada;

22 - O banco deve, ainda, cumprir de imediato as diretrizes da NR1;

23 - Campanhas: Em Defesa do Banco do Brasil; Menos Metas Mais Saúde; Contra o Assédio Moral; Dias de Luta em todas as datas de negociação sobre a Cassi.

Também foram aprovadas moções sobre a defesa do BB e de sua função pública, sustentável e inclusiva; repúdio aos ataques de Trump contra a soberania nacional; transparência na destinação de verbas parlamentares; contra o genocídio praticado por Israel contra os palestinos; em defesa do deputado Renato Freitas; e contra as ameaças de grupos de extrema-direita a Jones Manoel.


Fonte: Fetec-CUT/CN, com informações da Contraf-CUT

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