SEEBPPMS - Sindicato dos Bancários de Ponta Porã e Região

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27 de Agosto de 2025

Bancários realizam ato em defesa do Banco do Brasil e denunciam ataques da extrema direita

Bancários de todo o país realizam atos em defesa do Banco do Brasil nesta quarta-feira 27 em defesa do BB público, dos funcionários e da soberania nacional e em repúdio resposta à onda de fake news e ataques coordenados por setores da extrema-direita bolsonarista contra a instituição.

Além das manifestações presenciais, os bancários convocaram todos os brasileiros a se engajarem nas redes sociais, usando a hashtag #OBBédosBrasileiros, para reforçar a defesa do banco.

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Segundo o próprio BB, foram identificadas publicações inverídicas e maliciosas que buscam gerar pânico e induzir a população a decisões que podem prejudicar sua saúde financeira. Entre os autores dessas postagens estão o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), o advogado Jeffrey Chiquini e um vídeo do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) alertando sobre suposta falência do banco.

O Sindicato de Brasília organizou um grande ato em frente ao edifício-sede do Banco do Brasil, na 201 Norte, que reuniu trabalhadores e diversas lideranças sindicais. Os bancários serviram um um prato com peixe traíra, numa alusão irônica aos “traidores da pátria” que estão por trás dos ataques contra o Banco do Brasil e a soberania nacional.

A atividade contou também com a presença de parlamentares que se somaram à luta em defesa do BB público: Erika Kokay (PT-DF), Reimont (PT-RJ) e Tadeu Veneri (PT-PR), que manifestaram solidariedade aos bancários e repúdio aos ataques articulados contra a instituição.

‘Não permitiremos a destruição do BB’

Rodrigo Britto, presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN) e bancário da instituição financeira, destacou que o BB é patrimônio do povo brasileiro e não pode ser alvo de especulações. “Estamos falando de uma instituição bicentenária, que completará 217 anos em 2025, e que precisa ser respeitada. Não podemos permitir que fake news coloquem em risco os empregos de milhares de trabalhadores e a soberania nacional.”

Britto lembrou ainda que não é a primeira vez que forças entreguistas tentam desmoralizar e enfraquecer o BB. “Esses ataques não são casuais. Eles fazem parte de um projeto de enfraquecimento do setor público e de tentativa de privatização. Nós não vamos permitir. O Banco do Brasil pertence ao povo, serve ao Brasil e é peça fundamental para o desenvolvimento do país. Por isso, estaremos nas ruas, nas redes e em todos os espaços para defender o nosso banco.”

‘Defender o BB é defender o povo brasileiro’

A presidenta da Contraf e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, reforçou que disseminar mentiras sobre o BB configura crime contra o sistema financeiro nacional. “O Banco do Brasil é sólido, fundamental para o financiamento do agronegócio, da agricultura familiar e para a vida dos trabalhadores. Espalhar fake news dizendo que o banco vai fechar ou que correntistas perderão seus recursos é crime previsto na Lei 7.492, sujeito a prisão. Quem ataca o BB ataca os interesses da classe trabalhadora e do país.”

Juvandia destacou também que o movimento sindical não vai se calar diante das mentiras. “Estamos aqui para afirmar que defender o Banco do Brasil é defender o povo brasileiro. Não aceitaremos que deputados e aventureiros políticos tentem destruir uma instituição que garante crédito, emprego e desenvolvimento. Nosso recado é claro: quem espalhar fake news contra o BB vai responder na Justiça e também vai enfrentar a resistência da classe trabalhadora organizada.”

Fritando traíras

“Viemos a Brasília para dizer não aos ataques contra a soberania brasileira e contra o sistema financeiro público. Até simbolicamente, fritamos algumas ‘traíras’, representando aqueles que traem o povo e atentam contra o Banco do Brasil. Não queremos traíra em solo brasileiro”, afirmou Jefão Meira, diretor da Contraf-CUT, também participou da mobilização e lembrou que o ato contou com o apoio de várias entidades nacionais.

Ele reforçou que o ato em Brasília foi parte de uma luta nacional. “O que está em jogo não é apenas um banco, mas o papel estratégico do Estado na economia e na vida das pessoas. Defender o BB é defender crédito para a agricultura, financiamento para a habitação, apoio às pequenas empresas. É defender emprego digno e futuro para o país. Por isso, seguiremos em mobilização permanente: contra as traíras e ao lado da classe trabalhadora.”

O movimento destacou ainda que o Banco do Brasil é uma instituição estratégica para o desenvolvimento do país, responsável por fomentar crédito, apoiar o setor produtivo e atender milhões de brasileiros. Para os trabalhadores, defender o BB é defender a própria democracia e os interesses nacionais.

Fonte: Fetec-CUT/CN, com Seeb Brasília e Contraf-CUT

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